Como garantir uma gestão de risco e compliance para escritórios de advocacia

Como garantir uma gestão de risco e compliance para escritórios de advocacia
Katia Wilchinsci
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Os riscos são inerentes à atividade empresarial. Assim, investir no gerenciamento do negócio traz benefícios a qualquer organização. Entre eles estão o valor de mercado, a confiabilidade dos acionistas, a prospecção de investidores, a economia interna e, consequentemente, o aumento do faturamento.

Em geral, empresas que investem em gestão de riscos atuam de forma preventiva, cuidando da gestão financeira e da compliance. E o advogado tem papel essencial nesse processo: ele ajuda a evitar problemas, oferecer estabilidade ao negócio, minimizar perdas e aumentar oportunidades.

Para que a empresa esteja em compliance é preciso que ela atue em conformidade com as leis (federais, estaduais ou municipais), bem como com suas normas internas. É assim que uma companhia ganha reconhecimento e melhora seu retorno sobre o investimento (Return on Investment — ROI).

Essa mesma preocupação deve ser prioridade dentro dos próprios escritórios de advocacia. Venha saber como fazer a gestão de risco e compliance no seu!

Cenário jurídico

Conhecer bem as leis é apenas o primeiro passo para fazer uma boa gestão de risco e compliance. Muitos escritórios incrementam suas equipes jurídicas, mas não oferecem o aporte necessário de instrumentos e ferramentas de gestão operacional a elas. Entre as dificuldades experimentadas nesse cenário estão:

  • informações inconsistentes e desatualizadas de processos judiciais;
  • relatórios gerenciais pouco confiáveis;
  • incertezas no controles de eventos críticos dos processos;
  • dificuldade de consolidação de dados;
  • falhas em registros, recuperação, controle e gerenciamento de informações.

Isso acontece porque, em geral, os escritórios de advocacia não têm preocupação com a gestão de processos. Ou seja, faltam procedimentos operacionais e a adoção de tecnologia para suporte e aumento da eficiência não é satisfatória. No extremo, isso leva a perdas financeiras e prejuízos à reputação do escritório.

Tecnologia

Existe ainda uma resistência dos profissionais da área à adoção da tecnologia. Com isso, as bases de dados de sistemas jurídicos podem apresentar qualidade duvidosa e, consequentemente, a falta de conformidade nos dados críticos de processos judiciais pode ficar acima do esperado.

Para solucionar esses problemas, vale a pena investir em melhores práticas. Confira algumas delas:

Gestão de processos

É fundamental que os riscos operacionais dos processos críticos sejam identificados, avaliados, monitorados e controlados. A partir disso, devem ser redesenhados, dando ênfase à atualização de dados processuais e seu cadastro no sistema de acompanhamento de processos.

Procedimentos operacionais

Os processos estabelecidos no redesenho devem se tornar procedimentos operacionais. Eles servirão de base para a reciclagem da equipe e para a capacitação de novos colaboradores. É essencial que haja auditorias de qualidade periódicas para identificar índices de qualidade e apontar medidas corretivas.

Suporte

Um sistema de gestão jurídica, em que todos os processos estejam cadastrados, ajuda a manter o controle do alto volume de processos. A ferramenta deve ser adequada às demandas da empresa, com dados considerados críticos e relevantes para o acompanhamento dos processos.

Com a adoção dessas práticas, a exposição a riscos deve ser significativamente reduzida e a previsibilidade na gestão deve aumentar. Isso leva a impactos positivos nos resultados financeiros e aprimoramento da reputação do escritório de advocacia.

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Katia Wilchinsci

Kátia Wilchinsci – Sócia
Advogada especialista em Mapeamento de Processos de Negócios

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