Os maiores riscos de segurança na TI de escritórios jurídicos

Os maiores riscos de segurança na TI de escritórios jurídicos
Raphael Fontes
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Atualmente, a maioria das empresas que controlam processos e lidam com documentos em sua rotina encontram-se informatizadas e possuem computadores, smartphones e demais dispositivos de acesso e manipulação da informação conectados à internet. A inovação tecnológica trouxe diversos benefícios a todos os setores da sociedade, inclusive no setor empresarial. Porém, mesmo com todo o avanço e importância da tecnologia, alguns pontos básicos da segurança em TI ainda são ignorados por boa parte das pessoas diretamente ligadas a processos e dispositivos.

Em escritórios jurídicos, muitos documentos importantes são compartilhados por e-mail, enviados para impressão via wi-fi e arquivados nos computadores do escritório — e, muitas vezes, também nos computadores pessoais de quem trabalha nele. Para garantir a confidencialidade, disponibilidade e integridade desses documentos, alguns pontos básicos de segurança na TI devem ser adotados. Confira a seguir esses pontos:

Compartilhar informações pessoais

Por vezes, buscando comodidade ou agilidade, é comum que pessoas enviem informações pessoais através da web. Entretanto, elas não devem ser passadas a outros, a não ser em caso de extrema necessidade. Isso é ainda mais recorrente com senhas pessoais. Quem passa essas informações pode até confiar em seu receptor, mas não é possível certificar-se de que a forma como ele lidará com a informação e o local onde fará uso dela são seguros. Quanto menos informações forem compartilhadas — principalmente aquelas de acesso a contas privadas, como e-mail e redes sociais —, mais seguros estarão seus dados.

Usar senhas fáceis demais

A função das senhas é impedir que pessoas estranhas acessem qualquer tipo de conta. Sendo assim, elas devem ter um mínimo de dificuldade e ser diferentes das senhas padrões, aquelas que já vêm configuradas, por exemplo, em roteadores e na rede wi-fi.

Por mais que esse assunto seja constantemente debatido, ainda é enorme o número de pessoas que usam senhas fracas, como “123456” e “password”. Além de serem previsíveis, essas senhas podem ser facilmente descobertas por programas desenvolvidos por hackers. Esses programas testam automaticamente infinitas combinações conhecidas, desde palavras do vocabulário de várias línguas à combinações numéricas usadas habitualmente.

Descuidar-se no envio e recebimento de e-mails

Mesmo com o surgimento das redes sociais e dos instant messengers, o e-mail ainda é uma das principais formas de comunicação online, inclusive nos meios empresarial e jurídico. Os criminosos virtuais sabem disso e dedicam boa parte dos seus esforços para conseguir informações privadas através desse meio de comunicação. É importante saber identificar as práticas mais usadas pelos criminosos para roubar informações através de e-mails.

Para escapar dessas práticas, as principais ações a serem tomadas são abrir apenas e-mails de destinatários conhecidos e não clicar em nenhum link que também não seja conhecido. É necessário um cuidado especial com e-mails supostamente vindos de bancos, operadoras de telefonia e outras instituições que envolvam movimentações financeiras. Em caso de dúvida, entre em contato direto com a instituição pessoalmente ou por telefone.

Esquecer-se do firewall

Um firewall funciona como uma cerca para o seu sistema. Sua função é verificar as informações que chegam ao computador através da internet. Após analisá-las, ele permite que elas cheguem ou não ao seu computador, conforme suas configurações. Esse bloqueio também pode ocorrer com as informações que são transmitidas do computador para a internet. Ter um firewall é a primeira forma de bloqueio para impedir que hackers e outros criminosos tenham acesso aos seus computadores e sistemas.

Deixar de instalar antivírus e antimalware

Mesmo possuindo um bom firewall, pode ser que algumas pragas virtuais consigam ultrapassá-lo. Logo, é necessário ter um bom antivírus e um bom antimalware. Lembre-se de que os dois não são a mesma coisa! Cada uma dessas ferramentas possui funcionalidades diferentes e é importante possuir todas elas, para aumentar o nível de segurança. O antivírus e o antimalware funcionam como uma arma para contra-atacar e bloquear as ameaças que tenham ultrapassado a “cerca” do firewall.

Instalar e configurar essas ferramentas e nunca mais acessá-las para conferir seus relatórios e atualizações disponíveis é o mesmo que não tê-las. Para garantir a sua eficácia, elas devem ser atualizadas constantemente. Lembre-se de que todas elas possuem opções de atualizações automáticas.

A segurança em TI se conquista passo a passo, através da implementação de diferentes regras e ferramentas que, em conjunto, aumentam o nível de segurança dos sistemas e computadores utilizados. Um passo a menos é uma brecha de segurança a mais, que pode trazer uma enorme dor de cabeça. Se você não possui conhecimentos suficientes para lidar com essas implementações, contratar uma equipe de TI especializada é a melhor saída. Precisa de ajuda com a segurança da sua TI? Fale com a ESG Corp!

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Raphael Fontes

Raphael Fontes – Sócio Especialista em Soluções de Infraestrutura de TI

Comentários

  1. […] segurança na nuvem é uma questão que merece a sua atenção, já que a proteção a documentos sigilosos e […]

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